21 de maio de 2017

Resultado de Seleção - ATCA/OSBA


Resultado - Processo de Seleção OSBA

Após análise e triagem dos currículos enviados entre os dias 04 e 08.05 (fase 1) e da realização de entrevistas (fase 2) entre os dias 09 e 19.05, a Associação Amigos do Teatro Castro Alves - ATCA divulga o resultado do processo de seleção de vagas para a Orquestra Sinfônica da Bahia.

Arquivista de Partituras - Natanael de Souza Ourives
Assistente Administrativo - Nível 1 – Carmem Vêronica Dourado Santos Rocha
Assistente Administrativo - Nível 2 - Bianca Andrade Gurgel Muniz
Assistente de Comunicação - Isabel Abreu
Assistente de Produção - Danielle Jacó
Coordenador Artístico - Anníbal Luiz Porto de Oliveira Filho
Coordenador de Produção e Projetos - Rodrigo Figueiredo
Montador de Orquestra – Emerson de Jesus Pereira
Secretária – Aline Ynaê Conceição Lima

Destacamos que estamos reabrindo a seleção para a vaga de Inspetor de Orquestra devido ao número insuficiente de currículos recebidos. Aproveitamos para descrever de forma mais detalhada os requisitos da vaga.

Ressaltamos que os currículos recebidos na primeira chamada, para a respectiva vaga, serão mantidos no processo de seleção. Os interessados devem enviar currículo para o e-mail selecao.osba@gmail.com, entre os dias 21 e 26.05, incluindo no título o nome da vaga. No momento, não estamos selecionando outras vagas.

INSPETOR DE ORQUESTRA
Carga-horária semanal: 40h
Qualificação exigida: Experiência comprovada de produção cultural e/ou no campo da música de concerto, com domínio de aplicativos de edição de texto, planilha eletrônica.
Algumas atribuições: Desempenhar, dentre outras ações correlatas, atividades relacionadas à boa execução dos ensaios e apresentações da Orquestra Sinfônica da Bahia, tais como:
·         Garantir a disciplina da Orquestra, controlando a frequência dos músicos e zelando pelo fiel cumprimento do regimento interno da OSBA;
·         Zelar pela guarda, conservação, manutenção e limpeza de instrumentos, equipamentos e locais de ensaio da OSBA;
·         Coordenar o trabalho dos montadores de orquestra, observando   a   ordem estabelecida pelo Regente.

4 de maio de 2017

Processo Seletivo Administrativo/Técnico - ATCA/OSBA


Quer trabalhar na equipe da Orquestra Sinfônica da Bahia?

Após a consolidação do processo de publicização, a Associação de Amigos do Teatro Castro Alves (ATCA), instituição sem fins lucrativos, é agora a responsável pela gestão da Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA). Neste novo modelo de gestão, a Orquestra passa a fazer parte do Programa Estadual de Organizações Sociais, sendo mantida pelo Estado, porém administrada pela ATCA que está neste momento oficialmente iniciando os trabalhos à frente da OSBA e montando a equipe que atuará na gestão da mesma.
O processo de seleção será dividido em duas fases: análise curricular, na Fase 1; entrevista presencial, na Fase 2.
Os currículos deverão ser enviados no período de 04 a 08 de maio de 2017 para o seguinte endereço:
selecao.osba@gmail.com

Confira as vagas disponíveis:
Arquivista de Partitura
Perfil da vaga: Profissional com formação na área de música e/ou arquivologia, com experiência de, no mínimo, 05 anos em música; com domínio da escrita musical; com noções de edição e catalogação musical, orquestração e domínio de softwares de escrita musical.
Carga horária: 40h
Quantidade de vagas: 01
Assistente Administrativo – Nível 1
Perfil da vaga: Profissional com formação de nível médio, preferencialmente, com experiência de na área administrativa. Domínio de aplicativos de edição de texto, planilha eletrônica.
Carga horária: 40h
Quantidade de vagas: 01
Assistente Administrativo – Nível 2
Perfil da vaga: Profissional com formação de nível superior (concluída ou em curso) em administração e/ou contabilidade, com experiência de, no mínimo, 01 ano nas áreas administrativa e financeira.
Carga horária: 40h
Quantidade de vagas: 01
Assistente de Comunicação – Nível 2
Perfil da vaga: Profissional com formação de nível superior (concluída ou em curso) em comunicação social e/ou design, com experiência de, no mínimo, 01 ano na área cultural.
Carga horária: 40h
Quantidade de vagas: 01
Assistente de Produção
Perfil da vaga: Profissional com formação de nível superior (concluída ou em curso), com experiência de, no mínimo, 01 ano na execução de projetos artísticos/culturais.
Carga horária: 40h
Quantidade de vagas: 01
Coordenador Artístico
Perfil da vaga: Profissional com formação superior, com experiência de, no mínimo, 02 anos em gestão na área da música.
Carga horária: 40h
Quantidade de vagas: 01
Coordenador de Produção e Projetos
Perfil da vaga: Profissional com formação de nível superior, com experiência de, no mínimo, 02 anos na execução de projetos artísticos/culturais.
Carga horária: 40h
Quantidade de vagas: 01
Inspetor de Orquestra
Perfil da vaga: Experiência comprovada em produção cultural e/ou no campo da música de concerto, com domínio de aplicativos de edição de texto, planilha eletrônica.
Carga horária: 40h
Quantidade de vagas: 01
Montador de Orquestra
Perfil da vaga: Experiência comprovada em apoio de palco, contrarregra ou montador de orquestra.
Carga horária: 40h
Quantidade de vagas: 01
Secretária
Perfil da vaga: Profissional com formação de nível médio, com experiência de, no mínimo, 01 ano em função igual ou correlata. Domínio de aplicativos de edição de texto, planilha eletrônica.
Carga horária: 40h
Quantidade de vagas: 01
Apenas serão aceitos os currículos enviados via e-mail. Só poderão passar para a fase de entrevista aqueles currículos que atenderem os perfis descritos acima. Os currículos enviados após o período divulgado nesta publicação serão automaticamente descartados.

10 de novembro de 2013

TCA – UMA POESIA CONCRETA


Isaias de Carvalho Santos Neto

Adroaldo Ribeiro Costa nos conta em sua autobiografia Igarapé esforço feito para que Salvador voltasse a ter um teatro. Diz ele que, em 1923, Seabra investiu em reparos no Teatro São João, como parte das festas pelo centenário da Independência. Mas em 6 de junho, a menos de um mês para a reinauguração, misterioso incêndio destruiu o edifício. O sonho foi retomado em fins dos anos 40, quando Mangabeira patrocinou (talvez, influência de Anísio Teixeira) projeto para um centro de artes com teatro, escola dramática, teatro de comédias, concha acústica e teatro infantil. O plano não foi adiante, mas naquele momento estava sendo cultivada a semente do Teatro Castro Alves, finalmente inaugurado em 1958 como o mais vigoroso monumento arquitetônico da capital baiana em pelo menos três aspectos: localização, projeto e uso dos seus espaços.
 Os teatros costumam estar – aliás, com todo direito – em locais onde sejam vistos a partir de ampla perspectiva. Afinal de contas, o teatro é monumento desde as suas remotas origens. Bruno Zevi nos ensina que, para os gregos, o teatro era edificação de destaque em um conceito de cidade onde o que mais valia era a definição do ponto central, como local em que o povo pudesse se reunir. Dai o prestígio que se dava na antiga Grécia ao teatro e à praça pública. Se a Ágora é o fundamento do urbanismo grego, o Teatro é o fundamento da arquitetura grega e o TCA atende a esses dois requisitos: é monumento concebido para ser “morada dos deuses”, e está edificado diante de praça que tem rica história como ágora moderna, no centro da cidade.
 O Campo Grande é um lugar polivalente: foi sede de partido político onde Ulysses Guimarães enfrentou cães e metralhadoras em maio de 1978; ali esteve erguido templo da Igreja Anglicana, quase ao lado de onde funcionou a Assembleia Legislativa do Estado; abrigou em um de seus flancos o carnavalesco Clube Cruzeiro da Vitória (antes, Cruz Vermelha); foi por pouco tempo terminal de ônibus e em frente a uma de suas esquinas está o Hotel da Bahia, cujo projeto (o original) é uma das obras precursoras da arquitetura modernista em Salvador. E o mais importante na praça: tem a escala da sua paisagem marcada pelo monumento aos heróis de 2 de julho.
 A Ode ao Dois de Julho, reverenciado poema de Castro Alves, narra as lutas travadas e o heroísmo na batalha até a vitória em 1823. O poeta parecia pressentir a necessidade de garantir mais que a memória da luta pela independência. Ele se dirigia às novas gerações para que estas compreendessem o verdadeiro significado daquele episódio, hoje tão esquecido. O belo monumento ocupa o ponto central da praça e não é por outra razão que o cortejo, que antes finalizava no Terreiro de Jesus, estende-se da Lapinha ao Campo Grande.
Houve mudança na relação espaço/poder na Grécia no momento em que o pensamento passou a ser regido pelo “logos”, substituindo a concepção mitológica do mundo. Para a arquitetura, ocorreu a abertura dos espaços para uso coletivo. Essa “descoberta” produziu efeitos sobre a cidade, substituindo o antigo realismo das explicações arbitrárias pelo idealismo da razão, pelo triunfo do que somente poderia ser conquistado se, espacialmente, o território fosse livre. Esse logos e suas consequências estão presentes no projeto do TCA por intermédio de formas muito simples: o paralelogramo do foyer, o triângulo das paredes laterais, os troncos de pirâmide que sustentam o auditório, o retângulo na parede externa ao fundo, o trapézio na cobertura, tudo no mais autêntico traço modernista. Quanto à condição de ser, digamos, uma arquitetura republicana, vale destacar a transição entre o público e o privado (ou entre espaço exterior e espaço interior) proporcionado a quem transita pela rampa no acesso ao auditório, em direção ao lugar que é plateia sem frisas, sem camarotes, sem diferença de qualidade nas poltronas.
Como espaços abertos, desde as mais remotas formas de aglomeração, rodeadas de edificações ou monumentos, as praças constituíram sempre locais de encontro de pessoas e principal centro público para diversas finalidades. Se assim é, a raiz grega ligada à função Teatro continua em evidência no TCA, onde tal condição se confirma duplamente. Quando nos encontramos no foyer, sentimos a sensação de não estarmos no templo, de ainda estarmos em recinto profano e é a rampa, como rito de passagem, que nos leva lenta, silenciosa e respeitosamente em direção ao sagrado.

A segunda evidência vem com ajuda da etimologia: a palavra “praça” na origem latina é “plattea”, ou seja, praça e plateia em português contemporâneo têm a mesma origem. A vista que se tem da Praça 2 de Julho, o popular Campo Grande, desde o jardim suspenso por sobre o foyer, nos dá a ideia de que, em relação a Salvador, o Teatro Castro Alves é palco e plateia. Isto não é pouca coisa: sugere compromisso mútuo entre o Teatro e a sua cidade.